terça-feira, 1 de novembro de 2016

Para ser hospitalista, não necessariamente é preciso ser empregado do hospital.

Não é hora da MH brasileira prender-se em fórmulas e rótulos.
Devemos manter a mente aberta e não parar de exercitar o think different.


Até 2011, segundo dados de Today’s Hospitalist Compensation & Career Survey, mais da metade dos hospitalistas nos EUA não eram empregados dos hospitais. Os números vêm crescendo, é verdade.

Mas no Brasil as peças ainda estão encaixando-se. Então muita calma nesta hora!

Muitos hospitais brasileiros tratam médicos empregados como móveis e utensílios, e médicos não contratados como clientes. Persistem apegados a modelo de remuneração que beneficia-se da doença, e não da qualidade assistencial ou da segurança do paciente.

Em minha já não curta experiência, vejo ainda os hospitais extremamente resistentes em colocar numa mesma mesa nós médicos, eles hospitais, e as fontes pagadoras, na busca por soluções conjuntas.

Demorei para ter acesso às fontes pagadoras, pois não desejava, por questões éticas, este contato sem o hospital, e o hospital desviava sempre. Houve atraso, mas fiquei extremamente surpreendido positivamente ao observar que resultados importantes para os pacientes despertam reações automáticas de fontes pagadoras, tais como: "quero que seja com teu grupo", "podemos pagar duas diárias por este tipo de resultado".

Foi um grande presente recente ver convênios mandando e-mails para o hospital pedindo para serem atendidos por meu grupo.

De maneira que acredito não seja hora de, nós médicos, prendermos-nos a formulismos. Demos buscar as melhores oportunidades possíveis, analisando toda e qualquer alternativa.

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