segunda-feira, 18 de junho de 2018

O degrau assistencial entre enfermarias e UTI’s está grande demais? O que fazer?

Em muitos locais, a diferença entre o cuidado em UTI e o cuidado nas unidades abertas lembra a imagem destacada. Não deve existir tanta assimetria.

Clique na foto para ler o artigo original.
Há inúmeras intervenções possíveis na intenção de reduzir mortalidade em enfermarias. Há dificuldades nas comparações diretas. Mas é possível estimar magnitude de efeitos e, de uma forma ou outra, posicionar-se.

Aqui posiciono-me, entre outras coisas, para pedir maior VALORIZAÇÃO da ENFERMAGEM nas enfermarias do Brasil. Se a comparação direta com TRR's é marcadamente complexa, e mesmo que atuassem em perfis de pacientes ou momentos clínicos distintos (na prática, há entrelaçamentos e sobreposições), há bons indícios de que, em média, ao cabo, o impacto epidemiológico/sistêmico da uma adequada* enfermagem de unidades abertas em mortalidade de pacientes hospitalizados é maior do que com TRR's.

* em capacidade técnica e número de profissionais

Quando discuto as evidências no Brasil, nunca faltam médicos dizendo que nossa enfermagem não é tão boa quanto nos países dos trabalhos mencionados. Mas sempre que discuti os mesmos trabalhos com médicos destes outros países, eles também relativizaram os resultados, sugerindo existir armadilhas cognitivas globais que nos impedem da dar à enfermagem uma posição de maior destaque. E ela [a Enfermagem], à luz da evidência atual, merece!

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Qual a melhor escala para distribuição de hospitalistas?

Algumas colocações antes da leitura:
1. Quem ainda confunde “hospitalist program” com “rapid response team” nem perca tempo. O que defendo aqui passa a ser bem menos importante para TRR’s ou plantões de retaguarda;
2. O que não fazer é mais claro; o melhor a ser feito depende de características e possibilidades locais;
3. Sabemos ser má prática ou nem é MH: a) um “hospitalista” diferente a cada dia; Hospitalista que tem vínculo de poucas horas e/ou atua em horários que não batem com os horários em que todos os demais colaboradores da organização estão no mais pleno funcionamento;
4. [e não tive tempo de explorar isso no texto] É boa prática quebrar a rotina de hospitalistas com, por exemplo, rotação em equipe de co-manejo (ninguém aguenta fazer vinte anos a mesma coisa ininterruptamente).

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