Essa arquitetura quase não acontece no Brasil. Não faz parte de nossa cultura e, se interessa, deve ser construída e aprimorada.
Há uma situação que ilustra bem essa falta e remete a um período, há cerca de 10 anos, em que eu estava bastante afastado do movimento hospitalista, realmente desestimulado.
Na ocasião, brasileiros escreveram aos americanos da seguinte forma:
“... We were a bit surprised to hear about the Brazilian Chapter since we are the only society of hospital medicine in our country...”
Imediatamente, os americanos me procuraram: “Esse não é o seu grupo, certo? Explica melhor como funcionam essas coisas no Brasil por favor. Não podem coexistir associações ou grupos de uma mesma especialidade, como acontece aqui nos Estados Unidos?”
Lembro que, por lá, existem pelo menos três associações de internistas em atividade, que se relacionam como descrito acima. E muitos internistas/hospitalistas são membros de mais de uma.
Respondi que sim, que evidentemente poderiam coexistir. Expliquei que, no Brasil, uma delas pode eventualmente ser a única reconhecida pela AMB, mas que nem sequer era esse o caso das entidades envolvidas, e que isso tampouco exclui a possibilidade de existência de outros grupos.
Foi justamente a partir dessa situação que eles me estimularam a voltar a participar mais ativamente do movimento e fui altamente energizado para tal.
Esses mesmo brasileiros fizeram o seguinte pedido: “Considering that on May 2nd there is an International Hospital Medicine Forum, we would greatly appreciate if our society had some space to present how the Hospital Medicine movement is growing in Brazil.” Logo em seguida, eu estava sendo novamente convidado para desempenhar esse papel, no palco principal de evento em Washington, D.C.

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