Medicina Hospitalar
Sobre Medicina Hospitalar, hospitalistas, qualidade assistencial, segurança do paciente, erro médico, conflitos de interesses, educação médica e outros assuntos envolvendo saúde, política e cotidiano.
sexta-feira, 14 de março de 2025
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025
terça-feira, 19 de novembro de 2024
Em entidade que criei (e já tenho quase vergonha de ter criado), desenvolveram um selo de qualidade e deram pioneiramente para o hospital do próprio diretor. Tomara que tenha entendido mal. Ou tanto faz também, uma vez que já estou em projetos em que pensam e atuam diferente.
Segue abaixo a proposta que recebemos e a resposta de um dos coordenadores adjuntos da CWB. Ele sequer precisou me consultar, pois já temos um norte claro e critérios bem definidos sobre os cenários em que dispensamos prestígio ou dinheiro:
Proposta recebida:
"Nossa empresa forneceria o curso para todos os médicos interessados, aplicaríamos uma prova e analisaríamos dados para verificar se os médicos estão alinhados com a filosofia do Choosing Wisely. Esses médicos receberiam um selo, e, com isso, venderíamos esse serviço de várias formas, em parceria com vocês."Resposta:
"Obrigado pelas palavras. Reconheço sua boa intenção, mas infelizmente a proposta não se alinha à nossa visão. O Choosing Wisely Brasil não apoia a criação de ‘selos de qualidade’. Tenho dúvidas se um curso, seguido de prova e certificação de ‘sabedoria’, seria o caminho mais apropriado. Acredito que o foco deve ser uma mudança cultural progressiva, sistêmica e coletiva. Fico à disposição para conversarmos melhor."
Esse episódio do selo deles, no entanto, apenas ilustra movimentos que foram cíclicos ao longo desse já longo movimento. Nunca esqueço de uma gestão bem anterior em que um membro da diretoria realizou evento no seu hospital, de São Paulo, deflagrando uma série de tentativas de alçar a instituição como "the grande destaque nacional". Curiosamente, sequer havia hospitalistas naquele local — apenas um TRR, tratado quase como "móveis e utensílios".
Já em 2011, escrevi aqui no blog sobre a importância de "se necessário, destacar o trabalho do vizinho, em vez do nosso." É um exercício difícil, sem dúvida. Agora, pergunto-me: qual é, afinal, a diferença desse programa especialmente diferenciado para tantas outras boas iniciativas de MH espalhadas pelo Brasil? Talvez apenas o fato de serem "amigos dos reis", ou a própria corte.
segunda-feira, 11 de novembro de 2024
O que está por trás desse desfile de marcas, antes acusadas de aumentar custos através de influência em médicos, com a Abramge?
sexta-feira, 19 de julho de 2024
Jovens hospitalistas em seu apogeu técnico-científico também têm muito o que aprender com a velha guarda das enfermarias...
Recentemente fiquei sabendo que meu atual hospital está começando uma iniciativa de avaliação dos médicos preceptores pelos residentes. Muitos anos atrás eu já estimulava avaliação por pares em programas de MH que coordenei ou colaborei como consultor, com a particularidade, acredito que ainda pouco comum, de instigar avaliação dos hospitalistas pela equipe multidisciplinar.
À esquerda, avaliação de um hospitalista. À direita, do corpo clínico tradicional, composto por médicos antigos na instituição e que apresentavam altas taxas de permanência hospitalar, entre outros resultados problemáticos.
segunda-feira, 15 de julho de 2024
Três dias no hospital, três médicos diferentes
- Resultados Melhores: Pesquisas de Meltzer sugerem que a continuidade do cuidado pode levar a uma redução nas readmissões hospitalares, melhor adesão ao tratamento e maior satisfação do paciente. Ele aponta que médicos que conhecem bem seus pacientes estão em melhor posição para tomar decisões informadas e personalizadas.
- Eficiência e Custo: Meltzer também destaca que a continuidade do cuidado pode ser mais eficiente e economicamente vantajosa. Ao reduzir a duplicação de exames e procedimentos desnecessários, pode-se diminuir os custos hospitalares. Além disso, a melhora nos desfechos clínicos pode levar a menos complicações e, consequentemente, menos despesas com tratamentos de emergência.
- Modelos de Assistência: Meltzer inclusive estuda atualmente um modelo em que o clínico volta a ter atuação dentro e fora do hospital. No entanto, diferente da experiência que vivenciei, é organizado para garantir horizontalidade no cuidado hospitalar.
“Continuidade NAS equipes é tão importante
quanto continuidade DAS equipes”.
Leituras complementares:
Qual a melhor escala para distribuição de hospitalistas?
Se você é um paciente, fuja de enfermarias onde há um médico diferente a cada dia.