terça-feira, 1 de abril de 2025

TBT de fase altamente produtiva para a MH brasileira

 15 anos disso!!!






Nunca havia compartilhado antes — não por falta de importância, mas porque raramente faço esse tipo de registro. Prefiro outras formas de presença nas redes sociais.

Resolvi fazer agora, não tanto pelo 'aniversário de 15 anos', mas porque percebo, com o tempo, que poucos fizeram algo parecido. Não me refiro à apresentação lá em Rochester em si, mas ao que levou ela a acontecer.

O tema agora já foi apropriado por muitos — o que é ótimo. Mas aquele esforço inicial de promover o movimento hospitalista brasileiro exigiu um grau de envolvimento atípico, em época em que a questão não era negócio no Brasil. E simplesmente foi feito. Sem repetição. Talvez porque pioneirismo, por definição, não se repete. Talvez porque exigia um tipo de esforço pessoal e investimento em recursos que, por um bom tempo, só eu estive disposto a fazer. Por isso tantos frutos colhidos, além de oportunidades de negócio. 

terça-feira, 19 de novembro de 2024

Em entidade que criei (e já tenho quase vergonha de ter criado), desenvolveram um selo de qualidade e deram pioneiramente para o hospital do próprio diretor. Tomara que tenha entendido mal. Ou tanto faz também, uma vez que já estou em projetos em que pensam e atuam diferente. 

Segue abaixo a proposta que recebemos e a resposta de um dos coordenadores adjuntos da CWB. Ele sequer precisou me consultar, pois já temos um norte claro e critérios bem definidos sobre os cenários em que dispensamos prestígio ou dinheiro:

Proposta recebida:
"Nossa empresa forneceria o curso para todos os médicos interessados, aplicaríamos uma prova e analisaríamos dados para verificar se os médicos estão alinhados com a filosofia do Choosing Wisely. Esses médicos receberiam um selo, e, com isso, venderíamos esse serviço de várias formas, em parceria com vocês."

Resposta:
"Obrigado pelas palavras. Reconheço sua boa intenção, mas infelizmente a proposta não se alinha à nossa visão. O Choosing Wisely Brasil não apoia a criação de ‘selos de qualidade’. Tenho dúvidas se um curso, seguido de prova e certificação de ‘sabedoria’, seria o caminho mais apropriado. Acredito que o foco deve ser uma mudança cultural progressiva, sistêmica e coletiva. Fico à disposição para conversarmos melhor."

Esse episódio do selo deles, no entanto, apenas ilustra movimentos que foram cíclicos ao longo desse já longo movimento. Nunca esqueço de uma gestão bem anterior em que um membro da diretoria realizou evento no seu hospital, de São Paulo, deflagrando uma série de tentativas de alçar a instituição como "the grande destaque nacional". Curiosamente, sequer havia hospitalistas naquele local — apenas um TRR, tratado quase como "móveis e utensílios".

Já em 2011, escrevi aqui no blog sobre a importância de "se necessário, destacar o trabalho do vizinho, em vez do nosso." É um exercício difícil, sem dúvida. Agora, pergunto-me: qual é, afinal, a diferença desse programa especialmente diferenciado para tantas outras boas iniciativas de MH espalhadas pelo Brasil? Talvez apenas o fato de serem "amigos dos reis", ou a própria corte. 

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